Villas-Boas: «FC Porto não se cala e prefere expor os oportunistas, falsos moralistas e hipócritas»
Presidente dos dragões escreve sobre os temas quentes que dominaram o futebol português em fevereiro

A revista ‘Dragões’ de fevereiro conheceu a luz do dia este sábado e, no editorial, André Villas-Boas falou dos temas quentes que dominam a atualidade do futebol português, lançando duras farpas aos rivais de Lisboa.
Leia o editorial na íntegra:
“Caros Portistas, entre a exigência interna e a responsabilidade de honrar e dignificar o nosso Clube, fevereiro foi mais um período em que a nossa identidade teve de falar mais alto do que o ruído com que tentam condicionar o FC Porto na luta pelos seus objetivos.
Nesta caminhada, que desejamos gloriosa, haverá sempre obstáculos e haverá sempre momentos em que a margem de erro é mínima. O deslize com o Casa Pia foi um desses momentos. No entanto, a lição mais importante a retirar desse deslize foi a resposta e essa foi imediata: união, trabalho e sentido de responsabilidade. A equipa reagiu como reagem as equipas que querem ser campeãs: sem dramatismos, sem desculpas, sem histeria, mas com a determinação fria de quem sabe que a época se ganha a corrigir, a crescer e a responder em campo, ignorando o ruído e focando-se no essencial.
No clássico com o Sporting, num jogo tenso e de detalhes, o empate acabou por surgir por mera infelicidade no lance que ditou o penálti já no último minuto. O futebol é feito de episódios que mudam jogos, mas nunca o espírito que abraça esta equipa, algo que se veio a confirmar com a vitória na Madeira, dedicada ao Samu, a quem desejamos uma pronta recuperação.
As vitórias frente ao Rio Ave e ao Arouca foram mais uma expressão dessa resposta competitiva, dessa capacidade de voltar a somar, com mérito e convicção, os pontos necessários para manter a distância pontual para os nossos rivais, reconhecendo a importância do nosso público em nos empurrar para a frente até à vitória. Um Dragão que não esquece os seus levantou-se ao minuto 17 para abraçar o Borja, pela perda trágica da sua mãe.
Fora do campo o FC Porto continua a ter de travar, diariamente, um combate contra uma sucessão de insinuações e narrativas fabricadas, que tantas vezes se afastam da isenção, do rigor e da deontologia que devem orientar quem informa, interpreta e comenta o fenómeno desportivo.
“O FC Porto não se cala, preferindo apontar o dedo e expor os oportunistas, os falsos moralistas, os hipócritas e as suas agendas mediaticamente ‘sponsorizadas’.”



