Sporting

Paulo Bento: «VAR trouxe Sporting para um patamar de igualdade com Benfica e FC Porto»

Antigo treinador dos leões olhou para o momento atual em Alvalade

Paulo Bento acredita que a introdução do vídeo-árbitro é uma peça importante no ressurgimento desportivo do Sporting. Para o antigo treinador dos leões, que esta terça-feira marcou presença no Fórum ANTF, a introdução da tecnologia equilibrou a ‘balança’ do futebol português, e ajudando o clube de Alvalade a quebrar a hegemonia de Benfica e FC Porto.

“Houve uma coisa que trouxe justiça ao futebol e que ajudou, na minha opinião, aquele que estava um bocadinho fora deste grupo. Era uma coisa mais Benfica/FC Porto e trouxe o Sporting para um patamar de igualdade: e isso foi o VAR. Tem de ser enaltecido. Outra coisa é que nem pela televisão consigam arbitrar um jogo, mas isso ja é outra coisa…”, afirmou o técnico. Paulo Bento, que orientou os leões entre 2005 e 2009, destacou ainda como “momento de viragem” a chegada de Ruben Amorim a Alvalade, e a criação de uma estrutura que, no seu entender, “estabilizou” os leões.

A seguir à sua saída, lembra, “houve alguma instabilidade no cargo, infelizmente para o clube e para quem esteve. (…) Até que depois houve um momento de viragem. A chegada do Ruben, antes do Hugo Viana, o triângulo mais visível entre o presidente (Frederico Varandas), o Hugo e o Ruben que se criou, estabilizou um pouco o clube”, permitindo a conquista de três campeonatos nacionais em cinco épocas.

O resultado, diz, está à vista, traduzindo-se em título e, esta época, numa campanha europeia “extraordinária”. Questionado sobre as possibilidades de o Sporting eliminar o Arsenal nos quartos-de-final da Liga dos Campeões, o treinador considera que tudo é possível. “Se dissermos quem é o principal favorito a passar essa eliminatória e a chegar às meias finais, diria que é o Arsenal. Mas desejo muito que seja o Sporting, obviamente”.

Seleção é “uma das melhores de sempre”, mas é preciso “sorte” no Mundial

O também antigo selecionador nacional foi ainda questionado sobre o eventual favoritismo de Portugal no Mundial dos EUA, México e Canadá. Paulo Bento considerou que a atual geração é “se não a melhor, uma das melhores” de sempre, mas rejeitou favoritismos, ecoando uma ideia veiculada há dias pelo próprio Roberto Martínez.

“As equipas mais candidatas são aquelas que já ganharam. A Argentina, o Brasil, o plantel em qualidade e quantidade da França… dizermos que somos mais candidatos que eles é colocar uma pressão em cima do treinador e dos jogadores, que para mim não faz qualquer tipo de sentido”.

Questionado ainda sobre o que determina o sucesso numa prova com as características do Mundial, o técnico reconheceu que “jogar bem ajuda”. E mencionou um elemento raras vezes considerado. “É preciso ter uma pontinha de sorte, nestas competições mais curtas, e tê-la no momento exato”.

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