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“O sistema está sempre contra o FC Porto. Quem o controla é o Sporting”

O antigo candidato à presidência do FC Porto José Fernando Rio comentou o clima de tensão entre o clube portista e o Sporting, admitindo que nenhum dos dois é inocente. Ainda assim, acredita que Frederico Varandas tem mais culpa

O braço de ferro entre FC Porto e Sporting não tem dado tréguas e o clima de tensão entre os rivais agudiza-se a cada dia. As trocas de acusações são constantes e parece não haver meio de amenizar. Em declarações exclusivas ao Desporto ao Minuto, José Fernando Rio, candidato à presidência do FC Porto em 2020, comentou este conflito e admitiu que nenhum dos clubes é inocente.

“O mau ambiente entre o Sporting e o Porto instalou-se e está em crescendo, acho que é fruto da rivalidade dos relvados. Este ano, têm discutido as principais provas aqui em Portugal. Penso que é preciso ter alguma calma, porque isto não é bom para o futebol nem para um desporto. Nem os dois são inocentes, nem os dois são totalmente culpados”, começou por dizer.

“Apesar dos duelos esta época na I Liga e Taça de Portugal, este é um mal-estar que não é recente. Todos nos lembramos que Frederico Varandas já teve problemas com o antigo presidente do FC Porto, Jorge Nuno Pinto da Costa, com quem foi bastante mal educado. Por isso, não é um problema que nasceu esta época, ainda que se tenha aprofundado”, prosseguiu.

José Fernando Rio não tem dúvidas de que “Frederico Varandas quis subir na cotação sportinguista à custa de Pinto da Costa, numa primeira instância, e agora à custa de André Villas-Boas”.

Sporting controla o sistema e “tem sido favorecido”

Só que o homem que desafiou Pinto da Costa em 2020 não ficou por aqui e acabou por acusar o Sporting de controlar o sistema. Em virtude disso, não critica a direção do FC Porto em relação ao seu posicionamento, uma vez que o clube azul e branco “tem de lutar contra várias equipas”.

 

“É muito difícil defender os interesses do FC Porto aqui em Portugal, porque o sistema está sempre contra o Porto. E neste momento, quem o controla é o Sporting. Por isso, o FC Porto sente que tem que lutar contra as equipas adversárias e até as equipas de arbitragens”, reiterou, antes de lembrar o Sp. Braga-FC Porto da última jornada da I Liga.

“O jogo em Braga, foi uma autêntica vergonha, tentaram arrumar com o Porto na luta pelo campeonato. Felizmente, o FC Porto foi superior. Para além disso, este adiamento do jogo de Sporting, está muito mal explicado. Há uma série de episódios que fazem com que o FC Porto tenha que jogar mais do que os outros, de lutar mais do que os outros, de protestar mais do que os outros para ser tratado com mais justiça”, lamentou.

José Fernando Rio deu mais um exemplo da impunidade do Sporting, recordando a expulsão de Luis Suárez na primeira mão das meias-finais da Taça de Portugal.

“Suárez apanhou um jogo de suspensão por aquele gesto provocatório, mas agrediu o Bednarek e não foi castigado por isso. Há um sentimento de injustiça que leva o FC Porto a ter que ser mais forte na defesa dos seus interesses”, disse.

Polémica no Clássico de andebol

O jurista garante que o que aconteceu antes do jogo de andebol “tem de ser apurado”, ainda que acredite que se tratou de um “acidente”. Contudo, admite que tem se ser feita uma investigação, mas considera um absoluto exagero o pedido de reunião com o Governo por parte do Sporting.

“Acho que foi um acidente, mas tem que ser apurado e investigado. Compete isso não só à disciplina do andebol, mas também à própria polícia”, expressou

Os benefícios do Sporting

José Fernando Rio não tem dúvidas de que o Sporting tem vários organismos a seu favor e que isso se traduz em benefícios desportivos.

“O que é facto é que o Sporting tem conseguido que o sistema beneficie quer a Direção da Liga, quer a Comissão de Arbitragem da Liga, quer a Comissão de Disciplina da Liga. É muito difícil lutar contra isto que não seja fazendo ruído, expondo as situações, fazendo as tais queixas. O Porto tem que se queixar porque se o Porto não se queixar, nada muda”, assegurou.

Porém, o jurista também acredita que a postura mais aguerrida do Sporting se deve à personalidade de Frederico Varandas e ao facto de “de ter o apoio da massa associativa”.

“Eu não vejo nenhum sportinguista criticar este tipo de gesto e de declarações do seu presidente. E, portanto, não estou a ver que ele possa abrandar um bocadinho neste ritmo desenfreado de atacar o Porto com e sem razão”, continuou.

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