Mauro Xavier exige Auditoria ao VAR e Implementação Urgente do SAOT após Polémica no Dragão

A mais recente decisão arbitral no encontro entre o FC Porto e o Arouca reacendeu o debate sobre a fiabilidade do videoárbitro em Portugal. Mauro Xavier, conhecido comentador e sócio do Benfica, recorreu às redes sociais para manifestar a sua indignação, focando a crítica não apenas no lance em si, mas na obsolescência das ferramentas utilizadas pela arbitragem portuguesa.
O Problema do “Erro Humano” no VAR
Segundo Xavier, a atual metodologia de colocação manual de linhas de fora de jogo é passível de falhas graves que podem decidir campeonatos. O comentador sublinhou a margem de erro inerente ao processo manual:
“Um frame manual pode valer 8–12 cm no relvado. É uma margem de erro inaceitável para o futebol profissional moderno.”
Para combater esta subjetividade, Xavier defende que a transparência deve ser a prioridade máxima das instâncias que gerem o futebol nacional, propondo uma auditoria mensal independente ao funcionamento do VAR.
A Urgência da Tecnologia SAOT
A grande questão deixada no ar por Mauro Xavier visa diretamente a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) e a Liga Portugal (LPFP). O comentador questiona o sucessivo adiamento da implementação do SAOT (Semi-Automated Offside Technology), sistema já utilizado nas competições da UEFA e nas principais ligas europeias.
O caso do penálti (ou fora de jogo precedente) no jogo do FC Porto serve de catalisador para uma pressão crescente sobre os organismos reguladores. Com a tecnologia disponível para eliminar dúvidas metafísicas sobre “linhas”, a pergunta de Xavier ecoa entre adeptos e dirigentes: até quando Portugal continuará na retaguarda tecnológica do futebol mundial?
Até ao momento, nem a FPF nem a Liga emitiram um comunicado oficial sobre o calendário de implementação do SAOT para a próxima temporada.



