Benfica

José Gandarez indignado com decisão da ERC sobre Benfica Rádio: «Deve envergonhar os juristas»

Vice-presidente dos encarnados queixa-se de uma 'atitude persecutória desde o início contra o projeto'

José Gandarez, vice-presidente do Benfica, mostrou-se indignado pela decisão da Entidade Reguladora para a Comunicação Social, que não autorizou o projeto radiofónico. Em entrevista à BTV, o dirigente prometeu que os encarnados vão recorrer da decisão, além de ponderarem acerca de uma participação criminal.

“Estamos a ponderar e vamos recorrer desta decisão. Ponderar uma eventual participação criminal, pode estar aqui em causa ilícitos criminais e se assim for iremos atuar em conformidade. Este processo tem de ser escrutinado, convido todos, quer sejam jornalistas, quer a Assembleia da República, que tem o poder de fiscalização sobre a ERC, a consultar o processo. Entre hoje [quinta-feira] e amanhã [sexta-feira] vamos pedir audiências a todos os grupos parlamentares, onde iremos levar todo o dossiê para explicar aos deputados o que se passa para que isto não se repita com mais ninguém”, salientou.

Seja qual for o desfecho, o vice-presidente lamenta as consequências que já foram causadas ao Benfica. “Já ninguém nos tira o prejuízo de um ano sem receita, o prejuízo que este presidente da ERC e este Conselho Regulador querem continuar a causar ao Benfica ao não nos autorizarem a emitir em FM, mas não vai conseguir parar. O Benfica é muito mais forte, acredita no estado de direito democráticos, nos tribunais e que as pessoas todas têm de ser responsabilizadas”, frisou.

De qualquer forma, o dirigente mantém o orgulho pelo projeto das águias e esclarece que o projeto iria ficar em pago entre 3 a 5 anos, caso a ERC tivesse tomado outra decisão. “Estamos orgulhosos do trabalho que temos vindo a fazer até hoje. Todos os dias temos recebido mensagens de satisfação e manifestação de apoio. Podem tentar atrasar-nos mas é um projeto que será imparável. Cada vez há mais benfiquistas a ouvir a Benfica FM, claro que se tivéssemos o FM seria um crescimento muito mais rápido e sustentável, era um projeto que se iria pagar em 3/5 anos. Isto dificulta-nos, se calhar por razões clubísticas, mas o Benfica sabe defender os seus direitos. É um projeto para continuar e vingar”, sublinhou.

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