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Futre: «O Sporting foi o meu pai e a minha mãe no futebol mas não estava aqui se não fosse o FC Porto»

Antigo internacional português dividido no clássico das meias-finais da Taça de Portugal

Paulo Futre considerou que Sporting e FC Porto partem em igualdade para a meia-final da Taça de Portugal, defendendo que a eliminatória dificilmente ficará decidida na primeira mão.

Formado no Sporting e uma das figuras do FC Porto campeão europeu de 1987, o ex-extremo assume que continua a viver os clássicos entre os dois clubes com um sentimento dividido, marcado pelo peso emocional das duas ligações.

“Carrego os dois eternamente. O Sporting foi o meu pai e a minha mãe no futebol, mas também não estava aqui se não fosse o FC Porto e aquilo que consegui lá”, afirmou em declarações à agência Lusa, sublinhando que, sempre que se defrontam, deseja apenas “que ganhe o melhor”.

Na antevisão da primeira mão das meias-finais da Taça de Portugal, agendada para terça-feira no Estádio José Alvalade, em Lisboa (20H45), Futre afastou favoritismos e antecipou uma eliminatória equilibrada, à imagem do historial entre os dois clubes.

“Num clássico nunca há favoritos. Uma equipa pode estar muito bem e perder, outra pode não estar tão bem e ganhar. Quando o árbitro apita, tudo pode acontecer”, salientou.

“Só há vantagem emocional se alguém fizer uma declaração infeliz, dizer que é melhor ou que vai ganhar facilmente. A outra equipa entra com mais raiva”

O antigo internacional considera que, em confrontos desta dimensão, o fator emocional continua a ter peso, mas alerta que hoje raramente surgem declarações públicas capazes de dar vantagem anímica ao adversário.

“Só há vantagem emocional se alguém fizer uma declaração infeliz, dizer que é melhor ou que vai ganhar facilmente. A outra equipa entra com mais raiva. Hoje isso quase já não acontece”, explicou.

Sobre o peso do primeiro jogo, Futre defende uma abordagem cautelosa, lembrando a experiência acumulada em eliminatórias europeias e nacionais.

“Uma meia-final joga-se em 180 minutos. O primeiro jogo é apenas a primeira parte. Mesmo que alguém seja derrotado em casa, nada fica decidido”, afirmou, considerando improvável uma diferença expressiva logo na primeira mão.

Na sua perspetiva, o desfecho poderá surgir tanto de um momento individual como de um detalhe estratégico – ou até da sorte.

“Pode resolver-se com um lance de génio, um erro ou uma bola parada. E até pode ir a penáltis. Há quem não acredite, mas eu acredito na sorte. A estrelinha é muito importante nestes momentos”, disse.

“Talvez fique mais triste pela equipa que perde do que contente pela que ganha. São duas equipas muito especiais para mim”

Futre admite ainda que, apesar do papel de comentador, os clássicos entre Sporting e FC Porto continuam inevitavelmente ligados às memórias da carreira.

“Talvez fique mais triste pela equipa que perde do que contente pela que ganha. São duas equipas muito especiais para mim”, confessou.

Quanto ao desfecho da eliminatória, o antigo jogador não hesita e aponta a um equilíbrio total.

“O FC Porto está bem, o Sporting também está a fazer uma grande época. Para mim é 50% para cada lado. Espero uma grande eliminatória e que passe o melhor”, concluiu.

O jogo entre o Sporting e o FC Porto, da primeira mão das meias-finais da Taça de Portugal, está marcado para terça-feira, pelas 20H45, no Estádio José Alvalade, em Lisboa, enquanto a segunda mão vai decorrer no Estádio do Dragão, em data a designar.

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