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Ficou um penálti por marcar a favor do Benfica? A análise de Pedro Henriques

O ex-árbitro e especialista em arbitragem analisou o lance polémico entre Sidny Cabral e Leonardo Rivas. Saiba por que razão a decisão do juiz da partida está a dividir opiniões.

O duelo do Benfica voltou a ficar marcado por um caso de arbitragem que promete dar que falar nos próximos dias. Corria o minuto de jogo quando um remate de Sidny Cabral foi interrompido pela intervenção de Leonardo Rivas, instalando-se de imediato o protesto generalizado dos jogadores e adeptos encarnados, que reclamaram grande penalidade por bola na mão.

O Lance em Detalhe
Após um cruzamento atrasado, Sidny Cabral rematou forte de primeira. A bola seguiu em direção à baliza, mas embateu no braço de Leonardo Rivas, que se encontrava em posição defensiva dentro da área. O árbitro mandou seguir e o VAR, após breve análise silenciosa, não recomendou a revisão das imagens.O Veredicto de Pedro Henriques
Para o especialista Pedro Henriques, a análise deste lance assenta na interpretação da “volumetria” e do “movimento natural” do corpo.

“Estamos perante um lance de interpretação difícil, mas há critérios que a UEFA e o Conselho de Arbitragem têm vincado,” começou por explicar o analista.

Os pontos-chave da análise:

Posição do Braço: Pedro Henriques sublinha se o braço de Rivas estava ou não a aumentar a volumetria de forma “antinatural”.

Distância do Remate: A proximidade entre Sidny e Rivas é um fator atenuante. “Se a bola parte de muito perto e o jogador não tem tempo de reação, a infração é desvalorizada,” refere.

Intencionalidade vs. Ação: O especialista avaliou se o braço acompanhou o movimento de bloqueio ou se foi uma consequência do equilíbrio do corpo no momento do salto/carrinho.

Pedro Henriques dividiu a sua análise em duas vertentes:

No Campo: Compreende a decisão do árbitro pela velocidade do lance.

No VAR: Considera que, dependendo do ângulo que mostra o braço totalmente afastado do corpo (se for esse o caso), “ficou um penálti por assinalar”, uma vez que o braço impediu a trajetória da bola rumo à baliza.

Este parecer de Pedro Henriques surge num momento em que João Malheiro e Nuno Encarnação já trocaram argumentos sobre o estado da arbitragem, com o comentador encarnado a ver neste lance “mais uma prova do prejuízo” e o comentador portista a recordar que “nem tudo o que bate no braço é castigo máximo”.

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