Sporting

Conselho de Arbitragem reage: “Um exemplo que não queremos ver repetido e que contraria todas as indicações que damos”

Duarte Gomes diz que este é um exemplo que o Conselho de Arbitragem "não quer ver repetido"

Duarte Gomes, Diretor Técnico Nacional de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), analisou o penálti assinalado a favor do Sporting nos Açores, diante do Santa Clara, nos oitavos de final da Taça de Portugal.

O Conselho de Arbitragem (CA) considera que a revisão do lance demorou «demasiado tempo» e a decisão final foi «errada».

«Um processo que demorou um tempo absolutamente excessivo. (…) O árbitro João pinheiro tomou a decisão correta em campo, não houve motivo para pontapé de penálti. Há um contacto ligeiro com os dedos, num movimento de rotação normal, que depois é muito empolado pelo jogador que sofre o contacto. Este não é um lance passível de infração, de todo. A videoarbitragem tem um entendimento diferente. Quando está a analisar o lance, vai averiguar se o Hjulmand estaria em fora de jogo, entre o número de vezes que tentou fazer as linhas para confirmar se havia fora de jogo… Confirmou-se que não havia, mas mesmo que houvesse, o jogador não teria impacto. O árbitro vem ao ecrã, toma a decisão do penálti. Na nossa opinião, uma decisão errada, demasiado tempo de intervenção, um exemplo que não queremos ver repetido e que contraria todas as indicações que damos neste tipo de lances», disse Duarte Gomes, no programa «Livre Arbítrio», do Canal 11.

Recorde-se que o Sporting venceu por 3-2 e avançou para os quartos de final da Taça. O penálti, nos descontos, levou o jogo para prolongamento e foi já no período extra que os leões marcaram o golo da vitória.

Também esta sexta-feira, o CA apontou que o lance com Gianluca Prestianni, que antecede o primeiro golo do Benfica na vitória sobre o Farense (2-0), não era falta. «Decisão incorreta. Há um toque muito ligeiro e um potenciar enorme, uma simulação. Quando sente o toque, agarra-se à cara e engana o árbitro. O golo é legal, mas na base teve essa situação. Um contacto no braço não projeta dor na cara.»

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