Fc Porto

“Com André Villas-Boas, o FC Porto pode voltar a ser um gigante”

Fredy Guarín, médio colombiano de 39 anos, que já terminou a carreira, conversou no "Casa Football Podcast" e lembrou a passagem pelo FC Porto, onde jogou entre 2008 e 2012

Chegada ao FC Porto e a inesquecível temporada de 2010/11: “Sinceramente, não esperava passar do Saint-Étienne para o FC Porto, um clube que tinha conquistado a Liga dos Campeões poucos anos antes. Acho que o meu trabalho silencioso em França acabou por dar frutos. Ninguém imaginava uma transferência dessas. Cheguei a um clube de enorme nível, com grandes jogadores, e tive de lutar muito para conquistar o meu espaço. Passei dois anos a trabalhar para ganhar o meu lugar. E depois chegou aquela época (2010/11, do triplete)… foi simplesmente única. Tínhamos uma equipa muito latina, quase uma família. Havia muita qualidade, todos estávamos em grande forma, jovens e com uma vontade enorme de ganhar. Parecia que o futebol e o próprio universo nos tinham juntado naquele momento. Jogávamos para vencer, claro, mas também nos divertíamos muito. Lembras-te do Barcelona dessa época, quando ganhava tudo e o Ronaldinho estava sempre a sorrir? Era um pouco assim connosco também. Aproveitávamos cada momento. Tudo corria bem. Éramos três colombianos: eu, o Falcao e o James. Havia uruguaios, brasileiros, o Sapunaru da Roménia… era realmente uma família. Foi a minha melhor temporada na Europa. Nunca mais voltei a sentir algo assim noutra equipa. Foi verdadeiramente único.”

Foi treinado por André Villas-Boas: “Tive uma excelente relação com o André. É uma grande pessoa. Tenho a certeza de que vai fazer do FC Porto um grande clube outra vez. É um visionário, sabe muito bem o que faz. Com ele, o FC Porto pode voltar a ser esse gigante, com uma estrutura forte e um projeto claro.”

Companheiros de equipa que deixaram uma marca: “O Hulk impressionou-me muito. É literalmente uma máquina, faz jus ao nome. O Falcao estava na melhor fase da carreira na Europa, uma verdadeira máquina de marcar golos. O James ainda estava a começar o seu caminho na Europa e ganhou projeção. E o Moutinho era talvez o jogador mais importante da equipa: fazia tudo bem, era muito regular e sempre decisivo dentro de campo.”

 

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