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As declarações de César Peixoto após a derrota contra FC Porto com uma mensagem de apoio a Vasco Sousa: “Infelizmente…”

César Peixoto, treinador do Gil Vicente, reagiu à vitória do FC Porto (3-0) frente ao conjunto de Barcelos, nesta noite de segunda-feira, no Estádio do Dragão, em declarações à Sport TV.

Análise à partida: “É verdade. Acho que foi uma primeira parte equilibrada, com situações de um lado e do outro, uma equipa sempre muito bem organizada. Na segunda parte, acho que entrámos melhor do que o FC Porto e criámos duas, três situações, uma bola na barra em que podíamos ter feito o empate. Depois acontece a expulsão e é outro jogo. Mas, mesmo assim, um orgulho enorme na minha equipa, porque nunca deixou de procurar chegar à frente, nunca abandonou a nossa identidade, tentou competir até ao final, mesmo com menos um. Perante um FC Porto é difícil; aqui, um penálti e uma expulsão tornam tudo muito complicado. Mas acho que competimos, era o que nós queríamos. Nós sabemos muito bem como ganhamos, como empatamos, como perdemos, e sabemos qual é a nossa identidade. Não a abandonámos. Acho que a equipa fez um bom trabalho. Há um jogo até aos 70 minutos e, depois, a partir daí, existe outro.”

Expulsão decidiu o jogo: “O 3-0 é uma consequência do que aconteceu com a expulsão. A partir daí, tornou tudo muito mais complicado. O 3-0, a mim, não me diz rigorosamente nada. Claro que quanto menos golos sofremos, melhor, mas a mim não me diz nada. Diz muito daquilo que nós fizemos até aos 70 minutos, perante um FC Porto forte. O FC Porto está de parabéns, isso não está em causa. Não venho aqui arranjar desculpas, mas a verdade é que a equipa esteve muito bem, muito organizada. Criámos oportunidades, mandámos uma bola à barra, tivemos situações no início da segunda parte e a primeira situação de golo foi nossa, na primeira parte. O FC Porto também teve duas situações dentro da área e também podia ter marcado. Acho que dividimos o jogo, não metemos o autocarro, como eu disse. Apenas o resultado não foi o que nós queríamos.”

 

Palavras para Vasco Sousa: “Deixe-me só dar aqui uma palavra que, para mim, mais do que o jogo, mais do que a derrota por 3-0, é importante no futebol: deixar uma palavra de força, uma mensagem de apoio ao Vasco Sousa, pelo que tem passado. Infelizmente, esta é a pior parte do futebol, é a parte que mais custa: um jogador não conseguir fazer aquilo de que mais gosta, que é a sua paixão, jogar futebol. Ele tem de ser muito resiliente, tem de acreditar; quando ninguém acreditar, ele tem de continuar a acreditar, porque é muito novo, tem muito talento e o futebol ainda lhe vai dar muitas alegrias, com certeza absoluta. Acho que é importante nós, eu como treinador, mesmo agora, depois de perder um jogo que não queria perder, estarmos solidários. Infelizmente, na minha carreira também tive algumas lesões e houve uma altura em que estive quase dois anos parado. É inacreditável. Nós temos de acreditar sempre. O Vasco acredita sempre, vai conseguir ainda fazer uma grande carreira. E acho que isso é muito mais importante do que um resultado de futebol, do que um jogo, do que um penálti, do que uma expulsão. Isso é o que nos caracteriza: a condição humana. É alguém com muito talento que quer prosseguir a sua carreira, quer expressar o que sente, o que faz e a qualidade que tem, e não consegue por infelicidade. Isso custa muito. Mas penso que ele, pelo que me dizem, eu não o conheço pessoalmente, conheço-o como jogador, é resiliente, é um vencedor e vai conseguir dar a volta por cima.”

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