Dois lances duvidosos: a análise de Pedro Henriques ao Real Madrid-Benfica no Bernabéu

O embate da segunda mão do play-off da Champions League entre o Real Madrid e o Benfica, disputado esta quarta-feira no Estádio Santiago Bernabéu, ficou marcado por momentos de grande tensão e decisões de arbitragem que prometem dar que falar. O especialista em arbitragem da A BOLA, Pedro Henriques, analisou os casos capitais da partida, centrando atenções em dois lances que poderiam ter mudado o rumo da eliminatória.
1. O golo anulado ao Benfica (Possível falta atacante)
Ao minuto 39, o Benfica chegou a introduzir a bola na baliza dos “merengues” por intermédio de Rafa Silva, mas o árbitro assinalou uma falta ofensiva de Vangelis Pavlidis no início da jogada.
A análise: Pedro Henriques considera que houve “um toque negligente mas suficiente” para desequilibrar o defesa do Real Madrid. Segundo o especialista, embora o contacto tenha sido ligeiro, o facto de impedir a progressão do adversário valida a decisão do juiz da partida. “É um lance de interpretação, mas o VAR não deve intervir quando há suporte factual para a decisão de campo”, sublinhou.
O jogo terminou com o Real Madrid a vencer por 2-1 (3-1 no agregado), mas a análise de Pedro Henriques destaca que o controlo disciplinar foi “instável”, referindo que alguns cartões amarelos ficaram por mostrar, especialmente em situações de contra-ataque interrompidas de forma tática.
Nota do Especialista: “Num jogo desta dimensão, pequenos detalhes na interpretação de faltas ‘cinzentas’ acabam por ditar quem segue em frente. O Benfica tem razões para se queixar de dualidade de



