Penálti para o FC Porto? Jorge Coroado analisou o lance mais polémico e surpreendeu
O antigo árbitro internacional, conhecido pelo seu estilo implacável e sem concessões, analisou o lance entre Deniz Gül e o defesa do Rio Ave. A sua conclusão fugiu à corrente dominante e promete alimentar o debate desportivo.

O lance que deixou o Estádio do Dragão em polvorosa — uma queda de Deniz Gül na área do Rio Ave — continua a ser o tema central das tertúlias desportivas. Enquanto muitos analistas se dividem entre o “contacto negligente” e o “mergulho”, Jorge Coroado trouxe uma perspetiva que apanhou muitos de surpresa, focando-se não apenas no contacto, mas na mecânica da jogada.
Habitualmente rigoroso com os atacantes que procuram o contacto, Coroado surpreendeu ao focar-se num detalhe que passou despercebido a outros especialistas: a trajetória de abordagem do defesa.
“Não me venham falar de ‘intensidade’. No futebol, ou há falta ou não há. O defesa não disputa a bola, disputa o corpo do adversário,” afirmou o ex-árbitro.
Coroado defende que o defesa do Rio Ave “atropelou” a progressão do avançado sueco, independentemente de ter tocado ou não na bola posteriormente.
A “Surpresa” no Veredicto: Ao contrário de outros analistas que consideraram o lance “cinzento” ou “aceitável”, Coroado foi taxativo: “É grande penalidade clara. O árbitro deixou-se enganar pela estampa física do avançado.”
Crítica ao VAR: Para o antigo juiz, o vídeo-árbitro falhou ao não chamar o colega de campo. “Se o VAR serve para corrigir erros óbvios, este era um deles. Houve um bloqueio à margem das leis.”
A análise de Jorge Coroado coloca-o em rota de colisão direta com outros especialistas, como Pedro Henriques, que considerou o lance “insuficiente” para castigo máximo. Esta divergência acentua a tese de Nuno Encarnação, que tem criticado a “dualidade de critérios” e o “erratismo” nas decisões que envolvem os grandes candidatos ao título.



