Há penálti sobre Deniz Gul? Eis a análise de Pedro Henriques
O especialista em arbitragem do jornal A BOLA analisou o lance polémico do encontro entre o FC Porto e o Rio Ave, que deixou os Dragões a reclamar uma grande penalidade sobre o avançado sueco.

O Estádio do Dragão viveu momentos de grande tensão quando, num lance de insistência ofensiva, Deniz Gul caiu na área vilacondense após um contacto com um defesa do Rio Ave. Perante os protestos imediatos do banco portista e das bancadas, o árbitro da partida mandou seguir, decisão que foi validada pelo VAR após uma breve interrupção.
A Análise de Pedro Henriques: Contacto vs. Infração
Para o ex-árbitro Pedro Henriques, a chave para entender este lance reside na distinção entre um “contacto físico natural” e uma “negligência ou rasteira”.
“No futebol moderno, nem todo o contacto na área é sinónimo de castigo máximo. É preciso avaliar se a ação do defesa impediu de forma faltosa o movimento do atacante,” explicou o especialista nas páginas de A BOLA.
O analista observou se houve um toque no pé de apoio de Deniz Gul ou se o defesa jogou primeiro a bola.
Pedro Henriques sublinhou que, embora exista um toque, este pareceu “insuficiente para provocar a queda daquela forma”, sugerindo que o avançado sueco poderá ter “procurado o contacto”.
O especialista elogiou a coerência do juiz da partida, notando que o critério largo foi mantido durante todo o jogo.
Veredicto Final: Decisão Acertada ou Erro?
Após analisar as repetições de vários ângulos, Pedro Henriques inclinou-se para a decisão do árbitro:
Aceitável não marcar: O especialista considera que o lance é de interpretação e que o VAR não deve intervir em “penáltis ‘soft'”.
Conclusão: “A queda de Deniz Gul parece ser mais fruto do desequilíbrio na disputa de espaço do que propriamente de uma rasteira negligente. Aceita-se que nada tenha sido assinalado.”


