“A sua chegada à liderança do FC Porto pareceu ser uma lufada de ar fresco no futebol portista, mas, também, nacional…”

“A sua chegada à liderança do FC Porto pareceu ser uma lufada de ar fresco no futebol portista, mas, também, nacional…
Jovem, com uma visão mais aberta do futebol nacional, parecia ser a entrada dos Dragões num novo caminho, numa altura em que a liderança de Pinto da Costa estava cansada, desgastada e desadequada a estes tempos…
Porém, aos poucos, em Villas Boas temos visto o que não queríamos ver.
O pior do PIntismo, quando poderia tentar emular o antigo presidentes nas coisas boas que ele fez, como a ligação com a maioria dos adeptos, o forte apego às modalidades do clube fossem elas o voleibol feminino ou o futebol masculino na Liga dos Campeões e a afirmação internacional do clube.
Ontem, o FC Porto viajou ao passado e aos piores expedientes que existiram e que parecem existir no futebol português, ainda que não apanágio, apenas, dos Dragões e não tenham sido prática única de Pinto da Costa.
O esconder das bolas e dos pinos, o ar condicionado na temperatura máximo sem hipótese de ser desligado, o abafar do som dos adeptos do Sporting, as imagens no balneário (sendo certo que há quem jure que já lá se encontram desde Novembro passado), a tentativa de roubar a toalha ao guarda-redes do Sporting (e quanto este teste foi glosado na final da Taça de África) demonstram um regresso a um tempo em que para ganhar valia todos os artifícios e artimanhas.
No fundo, um tempo passado que não revíamos no modo de falar e de agir no novo presidente do Porto… ainda que o episódio da televisão no balneário do árbitro Fábio Veríssimo na partida contra o SC Braga nos tivesse feito suspeitar.
Talvez a pressão de ganhar e a necessidade de afirmação junto até de quem nele votou o justifique… mas não há justificação plausível para certos actos!
Por isso, a ganhar que seja com classe! E, ontem, estas atitudes tiveram tudo menos isso…”



